Fazer uma seleção dos melhores restaurantes de uma cidade tão grande como Barcelona é uma tarefa árdua. E embora algumas pessoas, como a Dua Lipa, tenham muito claro qual é o melhor percurso gastronómico por Barcelona, outras precisam de uma lista dos melhores restaurantes para ir riscando os templos da boa comida que tivemos o luxo de provar.
Não importa quais são as tuas preferências. Quer estejas à procura do restaurante da moda ou sejas um amante da cozinha tradicional. Quer estejas louco por restaurantes de carne ou optes por opções vegetarianas e veganas. Restaurantes de sushi, italianos ou até pizzarias. Até restaurantes bonitos, caso para ti a comida não possa ser separada do ambiente. Nesta lista cabem todo o tipo de locais, mas com uma única condição: que sejam dignos de figurar entre os melhores restaurantes de Barcelona.
Tal como o «tengui» e o «falti» da troca de cromos em Sant Antoni, convidamos-te a guardar esta lista para não perderes nenhum dos restaurantes que insistimos que visites antes de morreres.
Índice
- Imprevisto
- Bandinis
- Contracorrent
- La Textil Colective
- Âme Barcelona
- Vía Granados
- Sartoria Panatieri
- Teatro Kitchen & Bar
- Jantar com ponche da casa no The Barcelona EDITION
- Fat Veggies
- Casa Maians
- La Plata
- Pizzeria Pummarola
- Tandoor (e o seu irmão mais novo, Mirch)
- Bar Verat
- Nou Can Martí
- Taverna La Parra
- Tasca i Vins
- Koh
- Koryo
- Els 4 Gats
- Los Caracoles
- Restaurante La Estrella
- Disfrutar
- Enigma
- ***Lasarte
- Alkimia
- Jardinet d’Aribau
- Teresa Carles
- Restaurantes Xavier Pellicer
- Vacka
- Três restaurantes sociais onde se serve mais do que apenas comida:Sobres Mestres, La Pau e She Bistró
- Os restaurantes baratos recomendados pelo Guia Michelin
- Mont Bar
- Casa Masala
- Festín
- Flying Monkey
- Brabo
- Windsor
- La Cabrera
- Terraza Martínez
- Fire, do W Barcelona
- Yuku Barcelona, qualidade de primeira classe num bar secreto
- Virens, alta gastronomia vegetariana
- Rías Kru
- Assalto, Bar de vinhos
- Ultramarinos Marín
- Mae
- Yakumanka
- Batea
- Casa Xica, a casa do primeiro bao de Barcelona
- Tres Porquets
- Casa Güell
- Slow and Low
- La Palma de Bellafilla
- Louro
- Topik
- Absis
- Fronda Pasaje
- Maleducat
- Melós
- Can Lluís
- Mesa Lobo
Imprevisto
Crédito editorial: Imprevisto via Instagram
Parte da equipa do restaurante Caellis (com uma Estrela Michelin) iniciou este projeto no ano passado. A sua proposta gastronómica define-se como cozinha de proximidade e baseada em vegetais, com um certo toque italiano dos seus fundadores.
O Imprevisto trabalha com dois menus de degustação ( O Previsto e o Imprevisto) que mudam sazonalmente, nos quais se elabora uma cozinha curiosa: os sabores são caseiros e reconhecíveis, mas as receitas são elaboradas. As confeções parecem complicadas, mas o que chega à boca sabe como se já o tivéssemos comido toda a vida. Um exemplo de como se deve cozinhar bem e sem ostentação num restaurante que procura crescer.
💸 42 € por menu
📍 Rua de Bailèn, 104
Bandinis
No antigo espaço do Bandinis, onde se serviam as famosas batatas bravas de Sant Antoni Gloriós, existe agora um novo restaurante que oferece pratos deliciosos como este tártaro de peixe-limão ou as suas moelas com alcachofras, combinando o melhor da cozinha mediterrânica com toques italianos. Um restaurante italiano diferente e surpreendente em Sant Antoni.
💸 25 € preço médio por pessoa.
📍 Carrer de Manso, 42.
Contracorrent
O Contracorrent Bar é uma opção ideal para desfrutar de uma cozinha criativa e acessível em Barcelona. Alguns dos seus pratos mais destacados são a salada russa de frango a l’ast, uma versão original e saborosa deste clássico, e o cap i pota com tártaro de camarão vermelho, uma combinação de texturas e sabores que surpreende o paladar.
💸 Preço médio por pessoa: 20-25 €.
📍C. de Ribes, 35, local 14, Eixample.
La Textil Colective
Crédito editorial: Lenka Selinger. Via: @lenkas_lens
Até 22 torneiras de cerveja artesanal só na entrada do bar. Se continuares, há a parte do restaurante (com cozinha independente e aberta) e até a sua própria discoteca. Os seus 1100 m² abrigam até a sua própria fábrica de cerveja artesanal, onde, além disso, também fabricam os seus próprios refrigerantes, dando mais um passo na sua filosofia de desperdício zero.
O menu de degustação varia consoante o acompanhamento ou se preferires uma refeição mais leve ou com menos carne. Seja como for, não vais sair de lá sem teres provado pratos confecionados através de um rigoroso circuito de reutilização dos alimentos: as bolachas dos aperitivos, por exemplo, são feitas com o bagaço e a aveia que sobram da produção da cerveja.
💸 Menu a partir de 65 €
📍 Carrer de Casp, 33B
Âme Barcelona
Arroz caldoso do Delta do Ebro com confit de pato e «velouté». Crédito editorial: Âme Barcelona.
O Âme é o tipo de restaurante de que Barcelona sempre precisou: um lugar intimista, com um serviço requintado, bons vinhos (muitos deles naturais) e uma ementa pequena, mas bem selecionada. A sua cozinha é de estilo mediterrânico, mas com alma francesa.
A maioria dos pratos do menu está incluída no menu de degustação, que é sem dúvida recomendável para viver a experiência na íntegra. Nele encontramos três petiscos: consomê de cogumelos com óleo de foie e eringiri, crepe de mar com pil-pil de camarão vermelho de Palamós e tártaro de veado com azeitona kalamata e beterraba. Para começar, oferecem um maitake de cogumelo do Montseny com castanhas de caju e foie (sem dúvida, um dos melhores pratos), vieira do Japão com creme de salsifis e ar cítrico, e hamachi com molho vierge.
Como pratos principais, oferecem uma opção de peixe (truta dos Pirenéus) e outra de carne ( pato de bolota dos Pirenéus maturado com molho de pato). Destaca-se também o arroz caldoso do Delta do Ebro com confit de pato e velouté (fora do menu, recomendamos que experimentes o arroz caldoso com tártaro de camarão vermelho de Palamós). Para terminar, a seleção de queijos acompanhada do bloco de foie com cacau. A pré-sobremesa são as morangos do Maresme com espuma de champanhe ea sobremesa consiste numa tarte de chocolate com caramelo salgado e Tonka. Esta última, espetacular.
💸 Menu de degustação 75 €
📍 Carrer Londres, 91
Vía Granados
Se alguém quiser surpreender com uma requintada cozinha mediterrânica num restaurante encantador, o Vía Granados é o sítio certo. Com pratos espetaculares graças aos ingredientes locais e receitas deliciosas, não podes perder as entradas, bem como as patatas bravas, os pimentos de Padrón e as croquetas caseiras de presunto e cogumelos.
💸 Menu a partir de 28 €
📍 Rua Enric Granados, 67
Sartoria Panatieri
O espaço e os proprietários da Sartoria Panatieri. Fonte: Sartoria Panatieri
Premiada como uma das 50 melhores pizzarias do mundo segundo o Top 50 Pizza no ano passado, mais concretamente no 21.º lugar.
Além disso, a Sartoria Panatieri conseguiu mais duas distinções. Por um lado, o prémio Pizza do Ano 2022 – Latteria Sorrentina Award pela sua criação à base de anchovas do Cantábrico, tomate, escarola e puré de azeitonas Kalamata.
E um segundo prémio, neste caso ligado à sustentabilidade: o Forno Verde – Green Oven 2022, que reconhece a aposta da pizzaria em práticas amigas do ambiente e a sua tentativa de evitar o desperdício de comida tanto quanto possível.
🍲 A sua couve-flor assada, molho gremolata e parmesão
💸 Preço médio entre 20 € e 30 €
📍 Carrer de Provença, 330
Teatro Kitchen & Bar
Crédito editorial: Eugènia Guel
O Teatro reabriu em grande estilo em março passado, no local onde antes ficava o Tickets, mantendo a sua disposição com cozinhas abertas e o seu balcão baixo, que já era um espetáculo por si só.
Comer com as mãos e dar dentadas é bem-vindo no local. As entradas baseiam-se em petiscos (como a airbaguette de bacon ibérico ou as milhojas de nori e atum, trazidas do Elbulli) recuperados da sua antiga essência do Tickets; no entanto, os pratos principais já apresentam um ar mais inovador. Afastam-se do finger food e aproximam-se mais dos guisados que a tua avó cozinharia, com pratos onde a alta cozinha se esconde por trás de preparações delicadíssimas.
📍 Av. del Paral·lel, 164
💸 Preço médio entre 50 e 60 €
Jantar com ponche da casa no The Barcelona EDITION
O luxuoso hotel de 5 estrelas The Barcelona EDITION, aos pés do Mercat de Santa Caterina (Born), é um microcosmo dentro de Barcelona. Gastronomia, cocktails de autor, entretenimento e elegância. Muita elegância. Mas também um serviço de jantar impecável. O seu Bar Veraz é um dos restaurantes com ambiente speakeasymais singulares da cidade.
Por sua vez, o Punch Room traz criatividade e sofisticação ao plano. Acessado por uma icónica escada em espiral, este bar speakeasy oferece destilados e ingredientes locais no seu cuidado menu de cocktails e ponches de autoria própria, servidos em poncheiras vintage de prata.
📍 Avinguda de Francesc Cambó, 14
💸 60 €
Fat Veggies
Crédito editorial: Fat Veggies via Instagram
Quase sempre que recomendamos este lugar, as pessoas torcem o nariz. O Fat Veggies é uma churrascariaonde quase tudo passa pelo fogo, mas no menu só há legumes e verduras. Nem um único animal. O resultado são pratos com texturas incríveis, sabores fumados, produtos frescos e alguns ingredientes que tu nem conhecias. O prato estrela é a couve-flor em várias texturas.
💸 Preço médio entre 20 € e 30 €
📍 C/ de París, 168
Casa Maians
Crédito editorial: Casa Maians via Instagram
Sem dúvida o melhor restaurante de La Barceloneta. O Roger e a Fuensanta são o casal por trás deste pequeno restaurante onde é melhor fazeres reserva. Lá servem comida catalã-mediterrânica preparada com o carinho e a atenção que um restaurante para a gente do bairro permite, mas que merece estar em todos os guias para o público internacional. Não consigo recomendar só uma coisa, mas o mais divertido é pedir os pratos fora do menu.
💸 Preço médio entre 30 e 40 €
📍 Rua de Sant Carles, 28
La Plata
Crédito editorial: Bar La Plata via Instagram
É curioso que um lugar como este, pequeno, de bairro, humilde e com uma oferta simples, esteja lotado do mesmo tipo de turismo que torna cada vez mais difícil encontrar lugares como este em Barcelona. Também é surpreendente que, estando onde está, os seus boquerones e o seu vermute caseiro ainda mantenham a mesma qualidade de sempre. Vida longa ao La Plata.
💸 Preço médio entre 10 e 20 €
📍 C/ de la Mercè, 28
Pizzeria Pummarola
Crédito editorial: Pizzeria Pummarola via Instagram
Esta pizzaria na fronteira entre o Raval e Sant Antoni é o melhor exemplo de que a pizza é e pode ser um prato económico. Aqui, a pizza mais cara não passa dos 10 euros e podes comer uma margarita por seis. Se estiver muito cheia, é sempre uma boa opção pedir para levar e sentar-te a saboreá-la nos bancos em frente
💸 Menu por cerca de 10-15 €
📍 Rda. de Sant Pau, 59
Tandoor (e o seu irmão mais novo, Mirch)
Crédito editorial: Taandor via Instagram
Iván Surinder é o responsável pelo Tandoor, um dos melhores restaurantes indianos da cidade. E, se não for o melhor, pelo menos é o mais recomendado. Para falar de comida indiana, tens de perguntar ao Surinder, ou à mãe dele, uma senhora com um sorriso maravilhoso que antes geria o Tandoor e agora podes vê-la, de vez em quando, a dar uma ajuda no Mirch, o irmão mais novo do Tandoor; comida indiana, mas com uma abordagem mais de rua. Poucos caris e um par de vada pavs, mas cheios de sabor.
💸 Preço médio por volta dos 30 €
📍 C/ d’Aragó, 8
Bar Verat

Acabei de descobrir o significado de uma palavra e adoro a pedantice que advém de usar palavras raras. Essa palavra é bicoca.Bicoca é uma «coisa que se considera boa e que se consegue por pouco dinheiro ou com pouco esforço». Bem , o Verat é a maior bicoca de toda a cidade. Comida de um chef com Estrela Michelin por menos de 20 €.
💸 Preço entre 10-20 €
📍Av. Pallaresa, 104 (em Santa Coloma)
Nou Can Martí
Nos arredores de Barcelona, no parque de Collserola, com uma sala de jantar simples e vistas espetaculares de toda a cidade. A localização do Nou Can Martí permite o acesso através dos transportes públicos. De todos os sítios onde se pode comer calçots, este é um dos mais interessantes do ponto de vista económico: tem um menu por 23 €.
💸 Menu por 23 €
📍 Passatge de la Font del Mont, 4
Taverna La Parra

Um restaurante clássico com um conceito clássico e uma reinterpretação surpreendente. O que é surpreendente? Um gelado de wasabi, por exemplo. Também se diz que este sítio é caro, mas que «vale a pena o gasto». Outra curiosidade: o restaurante tem quase 90 anos e, ao contrário do que é habitual, não pára de se reinventar.
💸 Menu por cerca de 30 €
📍Rua de Joanot Martorell, 3
Tasca i Vins

Um clássico como a copa de uma jacarandá. Tem vários restaurantes espalhados por Barcelona e todos têm uma coisa em comum: um menu baseado na cozinha tradicional e preços acessíveis a todos os bolsos.
Os seus estabelecimentos caracterizam-se por oferecerem produtos frescos, cozinhados em lume brando, num ambiente familiar , que convida a longas refeições com amigos.
💸 Preço médio entre 20-30 €
📍C/ da Indústria, 118
Koh

Vamos começar a falar do Koh dizendo que o livre arbítrio é uma treta. Pedir implica arrepender-se (não por errar na decisão) e desejar voltar. Um menu de dar água na boca só de olhar.Ramen, baos e vários produtos asiáticos num local que está aberto há apenas quatro dias.
💸 Preço médio por volta dos 40 €
📍Rua de Pujades, 133
Koryo

O Koryo é, por si só, uma grande ajuda para quem quer experimentar novas cozinhas, mas não tem dinheiro suficiente para pagar um voo para Seul. E não é só por isso: o Koryo é uma grande ajuda porque podes comer como um oligarca russo ou optar pelo menu do dia (a sério, o menu é altamente recomendável e custa apenas 12 €).
💸 Preço médio em torno dos 20-30 €
📍Rua Reus, 4
Els 4 Gats
Crédito editorial: 4 Gats via Instagram
Foi inaugurado em 1884, tendo como referência o ambiente de cabaré do Le Chat Noir, em Paris.O seu espírito boémio e inspirador chamou a atenção dos artistas da época, pelo que rapidamente passou a ser frequentado por Picasso (que desenhou a capa do menu), Dalí, Santiago Rusiñol ou Hemingway.
É um dos restaurantes mais antigos e ainda em funcionamento de Barcelona. Um verdadeiro clássico, frequentado tanto por locais como por turistas.
💸Preço médio em torno dos 40 €
📍Rua de Montsió, 3
Los Caracoles

Não é preciso ser um génio para perceber que é especializado em caracóis com molho, embora também ofereça pratos típicos catalães. Por aqui já passaram Robert de Niro, Joan Miró, Dalí e Gala ou Giorgio Armani.Hoje em dia é tão clássico da cidade de Barcelona que tens de o visitar pelo menos uma vez na vida, nem que seja só para ver os frangos cozidos a lenha na própria rua.
💸 Preço médio 30 €
📍Rua dos Escudellers, 14
Restaurante La Estrella
O La Estrella abriu as portas em 1924 e, quatro gerações depois, Jordi, Pepi e Pau continuam a oferecer aos seus clientes comida mediterrânica de alta qualidade.
Em pleno centro, mas, ao mesmo tempo, afastado da agitação turística, este restaurante oferece pratos confecionados com produtos sazonais e de proximidade, que variam consoante o dia e o que houver no mercado. Por isso, recomendamos que não te limites a olhar para a ementa, mas que perguntes o que têm fora dela (e guardes espaço para as sobremesas!)
💸 Opreço médio ronda os 60 €
📍Rua Ocata, 6
Disfrutar
O melhor restaurante de Barcelona, se dermos ouvidos ao Guia Michelin, que coloca este restaurante como o terceiro melhor do mundo. A casa de Oriol Castro, Mateu Casanyas e Eduard Xatruch, alunos brilhantes do el Bulli, é uma fantasia, uma experiência que se faz sentir no bolso, mas que, se puderes, faz perceber porque se paga o que se paga neste tipo de locais.
💸Menu Disfrutar Classic 255 € (sem harmonização)
📍Rua Villarroel, 163
Enigma

O Enigma Concept é, tal como se define no seu site, a nova proposta gastronómica de Albert Adrià. A evolução do el Bulli, segundo Albert, renasceu após a pandemia, mas continua a ser um espaço enigmático onde acontecem grandes coisas e onde os comensais desfrutam de experiências diferentes consoante os espaços por onde passam.
💸 Menu de degustação 220 € (sem harmonização)
📍Rua Sepúlveda, 38
***Lasarte
Este restaurante de Martín Berasategui ostenta três estrelas Michelin. Aqui, o chef espanhol com mais estrelas nos seus restaurantes oferece cozinha basca de autor, sendo esta uma das suas apostas gastronómicas mais icónicas. Os seus pratos são confecionados com produtos sazonais e locais, e neles combinam-se os sabores catalães e bascos numa simbiose única.
O Lasarte está situado no luxuoso Hotel Monument e o seu design oferece aos clientes uma experiência onde as texturas e a luz são as protagonistas, a par da comida, criando um ambiente vanguardista e elegante.
💸 Menu de degustação 305 €
📍Rua de Mallorca, 259
Alkimia

Já falámos do Alkimia na altura: recebeu o prémio de melhor restaurante de design SBID 2017. Ou, por outras palavras, de restaurante mais bonito do mundo. Compreende-se, então, que poucos lugares sejam mais instagramáveis do que este. Mas, evidentemente, a coisa não fica por aqui.
O Alkimia tornou-se o ponto de encontro dos entendidos em culinária da cidade, um lugar onde primam as receitas e a cozinha catalã, mas preparadas com um nível de excelência muito elevado. Um lugar, para que nos entendamos, para cozinheiros.
💸 Menu Alkimia por 184 €
📍Rda. de Sant Antoni, 41
Jardinet d’Aribau
Um menu delicioso e uma experiência gastronómica única é o que nos espera no Jardinet d’Aribau, um dos restaurantes mais encantadores de Barcelona. Num ambiente mágico e rodeado de natureza no centro da cidade, o menu oferece pratos requintados, desde ratatouille, risoto de cogumelos e peixe do chef, até hambúrguer de vaca biológica, confit de galinha catalã e os seus famosos baos locos.
💸 Menu para uma pessoa por 25 €
📍C/ d’Aribau, 133
Teresa Carles

Um clássico entre os vegetarianos de Barcelona. Um menu completo custa13 € (bastante económico, se pensarmos que se trata de uma opção totalmente biológica). Os seus produtos, alguns dos quais podes comprar, como o azeite, são VMASS: Vegetarianos, Mediterrânicos, Artesanais, Saudáveis e Saborosos.
É o lugar ideal se quiseres comerde forma saudável sem gastar uma fortuna.
💸 Menu a partir de 13 €
📍 Rua Jovellanos, 2
Restaurantes Xavier Pellicer

É o melhor restaurante de vegetais do mundo. Foi isso que o concursoWe’re Smart Think Vegetables! Think Fruit! deixou claro ao atribuir esta distinção a Xavier Pellicer. Xavier Pellicer, já agora, é o nome do chef, sim, mas também do restaurante.Pellicer, aliás, é um dos chefs mais conceituados de Espanha.
💸 Menu de degustação por 85 €
📍Rua Provença, 310
Vacka

Vacka, que significa despertar, é um dos restaurantes que, pelo conceito e pela novidade, mais vale a pena visitar em Barcelona. E isso é dizer muito.É um restaurante totalmente vegano. Mas , se for por alguma particularidade, destaca-se por oferecer produtos sem glúten e, na sua maioria, crus. Um must entre os fãs da comida alternativa.
💸 Preço médio por volta dos 10 €
📍Rua dos Almogávers, 138
Três restaurantes sociais onde se serve mais do que apenas comida:Sobres Mestres, La Pau e She Bistró
A gastronomia não é só comida, restaurantes, receitas e chefs, e quanto melhor se compreender que uma refeição tem implicações económicas e sociais insuspeitas , melhor será para todos. Estes três restaurantes compreenderam isso e exploram formas de melhorar a sociedade através da restauração, e foi por isso que quisemos incluí-los nesta lista do melhor de 2022.
O Sobres Mestres é um projeto do Café Lleialtat, no bairro de Sants, que cozinha todos os dias um menu preparado com alimentos frescos de qualidade que, por razões comerciais, são descartados da cadeia de abastecimento alimentar, dando uma segunda oportunidade ao pão artesanal, aos legumes, às hortaliças e às frutas frescas.
Por outro lado, o SHE Bistró é um restaurante na zona alta de Barcelona onde as trabalhadoras são sobreviventes de violência de género e pessoas com deficiência. Por último, o La Pau é um espaço que a Fundació Llindar abriu no bairro Gótico de Barcelona, no centro, para dar trabalho a estudantes provenientes de contextos difíceis que se formam em gastronomia na escola El Repartidor de L’Hospitalet.
Resumindo, três locais que mostram que a gastronomia vai muito além do prato, e que quanto mais nos afastamos da receita, melhor compreendemos a comida e tudo o que a rodeia.
💸 Preços variados
📍C/ d’Olzinelles, 31 (Sobres Mestres)
📍C/ de Santaló 88 (SHE Bistró)
📍C/ Josep Anselm Clavé, 10 (La Pau)
Os restaurantes baratos recomendados pelo Guia Michelin
A comida de luxo não tem de ser cara (ou, pelo menos, nem sempre), e é por isso que há já alguns anos que a Michelin lança os prémios Bib Gourmand,que distinguem os restaurantes que oferecem alta gastronomia por menos de 35 euros.
Já te mostrámos a lista, e podes escolher por ti próprio, mas sem dúvida que o Cruix, o Nairod ou o La Mundana são alguns dos nossos favoritos, locais onde desfrutámos de uma cozinha bistronómica de qualidade, com tapas acessíveis, cozinha catalã reinventada e pratos fantásticos a preços muito acessíveis.
💸 Preços variados
📍C/ d’Entença, 57 (Cruix)
📍 C/ d’Aribau, 141 (Nairod)
📍 C/ Vallespir, 93 (La Mundana)
Mont Bar
Este restaurante lidera a nossa lista de favoritos de 2022. E é que este restaurante trouxe para a cidade uma das mais recentes estrelas Michelin. Depois de o seu chef ter ganho o prémio no Fòrum Gastronòmic al Cuiner 2022, o Guia Michelin reconheceu o Mont com a sua primeira estrela.
Um gastrobar que trabalha com produtos frescos da época e de proximidade, onde as apresentações são cuidadas. É isto que o Guia Michelin diz sobre eles. Em suma, um restaurante que deu muito que falar neste 2022 e que será, provavelmente, uma das estrelas de 2023.
💸 Menu degustação por 135 €
📍 C/ de la Diputació, 220
Casa Masala
O caril de beringelas da Casa Masala. Fonte: Casa Masala
Nem tudo em Barcelona são estrelas Michelin e grandes prémios, e sabemos que a gastronomia é o dia-a-dia e , muitas vezes, como diz o ditado, «no pote pequeno esconde-se a boa compota». É bom que haja grandes restaurantes com estrelas, mas é nos almoços diários que se trava a grande batalha da gastronomia de uma cidade.
Por isso, é uma sorte poder contar, para guerras como estas , com soldados como a Casa Masala, um restaurante de comida indiana onde se faz verdadeira alta cozinha a preços acessíveis e onde se demonstra, por um lado, que a cozinha indiana esconde uma complexidade e um requinte que muitas vezes nos escapam e, por outro, que a grande gastronomia não tem de ser inacessível.
Em suma, a Casa Masala é um dos nossos favoritos deste ano, um pequeno grande restaurante onde se descobre que comer bem pode ser comer comida indiana, barata e divertida.
💸Preço entre os 30-40 €
📍 Rua Muntaner, 152
Festín
E se continuarmos a caminhar para fugir das Estrelas Michelin, seguimos o caminho da gastronomia acessível, até chegarmos a uma sanduíche. Isso lembra-nos que a comida é humilde e que, antes do prato, do tupperware e do garfo, um pão serviu de recipiente primitivo e eficiente: o invólucro da comida é o seu carboidrato comestível. Numa época em que se fazem palhinhas comestíveis para poupar plástico, a sanduíche dá-nos uma lição de humildade.
🍲 O seu hambúrguer pitonisa, 100% vegan
💸 Preço médio entre 10 € e 20 €
📍 Carrer del Portal Nou, 19
Flying Monkey
O Flying Monkey é uma viagem pela alta cozinha casual do Mediterrâneo. O novo restaurante de Ronit Stern, dona de outro grande restaurante, o La Balabusta, eleva a comida de raízes israelitas e do Médio Oriente para criar um conceito a meio caminho entre a cozinha caseira, o prato saudável para um almoço (ótimo menu de almoço) de quem trabalha num escritório ou um petisco leve que se prolonga entre vinhos naturais, a outra especialidade do local.
Fica atento, aliás, aos seus bolos e pães, já que o restaurante partilha o espaço com a Oz Bakery, que prepara as suas massas na cozinha aberta ao público que fica no piso de baixo, completando assim a proposta do espaço.
🍲 A tua sanduíche de pão caseiro com pastrami
💸 Preço médio entre 20 € e 40 €
📍 C/ d’Amigó, 37,
Brabo
O que comem os melhores pizzaiolos da Europa quando deixam a massa de lado e querem dar-se um mimo? A resposta é o Brabo, o restaurante especializado em carnes que foi aberto pelos responsáveis do Sartoria Panatieri, recentemente nomeado a melhor pizzaria da Europa. O Brabo é um restaurante de alta gastronomia onde tudo, até o pão e a manteiga, é feito na brasa, e onde são preparadas carnes de altíssima qualidade que satisfazem o apetite carnívoro de qualquer amante da boa comida.
💸 40-60 €
📍 Rua de Sèneca, 28,
Windsor
Canelón Rossini. Fonte: Windsor
Que pratos escolherias para resumir a tua própria vida? Ou para resumir a tua cidade? Nós, que ainda não temos a sorte de ter cronistas que falem do que comemos ao longo das nossas vidas,temos de nos contentar em ler quem fala do que se come à nossa volta, nas nossas cidades. Que falem de pratos que nós também comemos e que falem, portanto, também um pouco, de nós próprios.
O Windsor é um exemplo de um desses restaurantes, um lugar de cozinha catalã tradicional e clássica, com toalhas de mesa, cortinas pesadas e carrinho de queijos, onde te podes dar o mimo que mereces. Têm vários menus (Tradição, Homenagem a Néstor Luján…) ou uma ementa sazonal onde se trabalha a cozinha de alta gastronomia, mas sempre com um olho na nossa tradição.
💸 60-70 €
📍 Còrsega 286, 08008
La Cabrera
Bife do lombo. Fonte: La Cabrera
Quem percebe sabe que um churrasco qualquer não é a mesma coisa que um assado argentino, e em Barcelona, uma cidade onde todos sabem que a comunidade argentina é uma das mais numerosas, há vários sítios onde se pode perceber a diferença entre os dois. Poucos, no entanto, como o La Cabrera, uma das melhores churrascarias de Buenos Aires, que acabou de abrir uma filial em Barcelona.
O restaurante, eleito o melhor asador de Buenos Aires em 2018 numa das cidades com os melhores asadores do mundo,épropriedade do ícone da parrilla Gastón Riveiro, um chef que não faz malabarismos: parrilla tradicional, os cortes certos e as preparações precisas. Porque aqui não se vem para experimentar, mas sim para conhecer os segredos de uma forma de cozinhar que se tornou o símbolo de um país.
💸 50-60 €
📍 C/ de la Diputació, 239
Terraza Martínez
Há poucos lugares de que se possa dizer que são exatamente o que têm de ser. E há poucos porque, para ser exatamente o que se deve ser, não há padrões nem ideais. Não se trata de encaixar num modelo, mas sim de corresponder exatamente à ideia que se construiu e que se vende de si mesmo. Pode ser uma barraca de sanduíches de salsicha a três euros cada e ser tudo o que tem de ser, e pode ser um restaurante com três estrelas a 300 euros por pessoa, sem o conseguir.
O Terraza Martínez é um desses casos em Barcelona, um restaurante que é o que tem de ser, porque saímos de lá contentes por ter estado lá, tendo encontrado aquilo que fomos procurar. O local celebra agora dez anos, tendo-se tornado um restaurante de referência na cidade. Um local que a cidade tem de ter, porque a montanha de Barcelona tem de ter um restaurante para os barceloneses, onde se possam comer excelentes pratos de arroz a preços razoáveis e sentir, como raramente se sente nesta cidade dominada pelos cruzeiros que se avistam do Martínez, que o Eixample aos nossos pés volta a ser um pouco nosso.
Fire, do W Barcelona
No FIRE, um dos restaurantes do W Barcelona onde a grelha e o mar são protagonistas, estreiam um menu a cada nova estação.
Por isso, os ingredientes são ultra-sazonais, orgânicos e silvestres, e aqui combinam-se com a natureza imprevisível do fogo para criar uma fusão de sabores inesperados.
Os pratos são uma mistura entre o simples e o complexo, o cru e o cozido, à base de carne e centrados nas plantas, justapondo petiscos rústicos com molhos que desafiam o paladar.
🍲 Lagosta com salada de funcho e uvas grelhadas e Beurre Blanc de citrinos
💸 Entre 50 e 60 €
📍W Barcelona, Plaça de la Rosa dels Vents. Pg. de Joan de Borbó, 1
Yuku Barcelona, qualidade de primeira classe num bar secreto
O que fazem no Yuku é algo que está num outro nível. Lá,a matéria-prima é de excelente qualidade; tanto que custa acreditar que possa existir algo assim. A filosofia deles resume-se ao conceito de omakase, que significa confiar e deixar o menu nas mãos do chef. Trata-se de um tipo de menu que normalmente é servido nassushiyajaponesas, ou seja, em estabelecimentos que têm um balcão com 4 a 10 lugares.
A proposta do Yuku é mais do que clara: criar um ambiente mágico e inspirado na cultura japonesa num espaço à porta fechada. Tudo isto faz dele um dos restaurantes japoneses mais singulares da cidade.
Localização secreta.
Virens, alta gastronomia vegetariana
A proposta de Rodrigo de la Calle em Barcelona , o Virens, está este ano entre os melhores restaurantes vegetarianos do mundo, e depois de provares o seu menu de degustação vegetal percebes porquê.
O guia que o premiou explica que o entusiasmo do chef «consegue que os pratos com os vegetais como protagonistas sejam sempre surpreendentes, altamente gastronómicos e também façam calar os não vegetarianos», e nós dizemos-te que pratos como o seu gazpacho de beterraba ou o seu risoto de cenoura em escabeche se tornam, diretamente, nos nossos pratos mais memoráveis do ano.
🍲Risoto de cenoura em escabeche
💸 A partir de 50 €
Gran Via de les Corts Catalanes 619-621
Rías Kru
Da fusão entre o Rias de Galicia, a lendária marisquería de Barcelona, e o Espai Kru, o espaço no andar de cima que revolucionou a cena gastronómica de Barcelona com um menu onde tudo era cru, nasceu o Rias Kru, um único espaço onde ambos os conceitos se fundem, oferecendo um menu que é uma mistura entre uma marisquería tradicional de alto nível e um delicado menu de pratos crus.
Tartares, nigiris, tiraditos e tatakis ou a famosa lagostim unilateral, cozinhada apenas de um lado para obter duas texturas, acompanham os mariscos frescos trazidos da Galiza ou pescados, diretamente, na piscina que o restaurante tem à entrada. O lugar em Barcelona para te mimares.
💸 A partir de 70 €
Carrer Lleida 7, Barcelona
Assalto, Bar de vinhos
A piada está feita: o Assalto toma de assalto a cena gastronómica do Raval e sacode-a pelas lapelas, pedindo que acorde, que aí vem a grande cozinha. O Assalto é o irmão mais novo (ou mais velho, não sabemos) do My Fucking Restaurant, a poucos metros, um lugar dedicado à boa cozinha e à sustentabilidade (hoje só cozinham com vegetais). Com estes dois locais, o chef, Mateo Bertozzi, criou uma Little Italy na Nou de la Rambla (antiga rua Conde de Asalto, daí o nome), onde gere nos bastidores uma das grandes cozinhas de Barcelona.
No Assalto , ele criou um restaurante e bar de vinhos com uma cozinha um tanto indefinível, que navega entre a tradição espanhola (o adobo granadino é, sem dúvida, um dos melhores pratos de 2024) e a asiática, com beringelas em molho de amendoim agridoce ou polvo à galega com (muita, muuuita) pimenta sichuan e nhoques. As características comuns são sempre pratos muito equilibrados, uma ampla gama de sabores e muito trabalho de preparação (o pão com tomate, só para começar, é servido com um molho de três tomates reduzidos durante 12 horas). Um ótimo lugar que conta, além disso, com uma adega de 200 rótulos onde, fora dos padrões do vinho natural que está na moda, procura-se ter grandes vinhos que acompanhem, como diz o Mateo, os pratos que o Mateo decide preparar.
📍C/ Nou de la Rambla, 44, Ciutat Vella
💸30-40€
Ultramarinos Marín
Um cozinheiro amador com ambições pode ficar mesmo irritado no Ultramarinos Marín, porque é difícil perceber por que razão, servindo coisas tão simples, tudo está tão incrivelmente bom. Esse é o segredo do restaurante da moda em Barcelona, um espaço estreito e barulhento com um ambiente de bar dos anos 70 que até o Ferran Adrià recomendou e onde a cozinha é servida de forma simples, focada em produtos tratados com muito carinho (e muitas horas de saber cozinhar antes de ir para o fogo).
Só assim se explica que este bar-churrascaria (80% dos seus produtos são grelhados) sirva uma coxa de frango, algo tão simples, transformada numa iguaria, ou que os seus enchidos, caseiros e curados em casa, também fiquem perfeitos. Ou que o seu allioli, um molho tão básico, seja o protagonista de vídeos de influenciadores. Basta ver o seu menu com pratos que são palavras: «batata», «cogumelo», «lula», «torresmo»… a certeza de que os seus nomes, tal como as suas receitas, falam por si.
📍 C/ de Balmes, 187, Sarrià-Sant Gervasi
💸40-80€
Mae
Há restaurantes onde a cozinha é indiscutível e o Mae, recém-inaugurado na zona alta de Barcelona, é um deles. Um restaurante gastronómico que propõe uma mistura de uma viagem de ida e volta à Costa Rica, país de origem de dois dos três sócios fundadores. A parte local fica a cargo de Germán Espinosa, que vem da Fonda Espanya de Martí Berasategui, deixando claro que a escola do chef com mais estrelas do país é, também, incontestável.
Assim, o Mae (algo como «colega» na Costa Rica) oferece dois menus de degustação onde podes passear por entradas que são verdadeiras maravilhas e que resumem o propósito do local, com pratos como a gema de ovo frita com steak tartar e tutano, o pão com fermento natural de 80 anos com manteigas de pejibaye (uma fruta da Costa Rica) ou o crocante de pés de porco com tártaro de camarão e tomate-de-árvore. Só pelas entradas já valeria a pena a visita, mas, como já disse, os pratos principais (embora por vezes não se encaixem totalmente nessa viagem sincrética) são absolutamente incontestáveis.
📍C/ de Sant Elies, 22, Sarrià-Sant Gervase
💸60-80€
Yakumanka
Passar em frente ao balcão de uma peixaria pode ser uma experiência inspiradora, evocando um sinfín de possibilidades culinárias. A visão de peixe fresco pronto a ser consumido convida a imaginar pratos requintados, como um ceviche delicado, que capta a essência da carne do mar na sua forma mais pura. Esta experiência concretiza-se em locais como o Yakumanka, uma cevicheria em Barcelona que, nos seus oito anos de existência, já preparou mais de 100 000 ceviches.
Mas isso éo Yakumanka, um lugar que é mais peixaria do que restaurante e mais restaurante de alta cozinha do que peruano. Porque aqui, como em poucos lugares de Barcelona, vens para provar comida peruana diferente, contemporânea e ousada, para dar um mergulho no mar e imaginar como é uma experiência de alta gastronomia no Peru, do outro lado do Atlântico.
📍C/ de València, 207, L’Eixample
💸 50-60 €
Batea
Espargos brancos, bonito fumado, tarama, emulsão de escabeche e avelãs. Fonte: Batea
É uma pena que alguns dos grandes restaurantes de Barcelona se escondam em locais pouco típicos da cidade. É o caso do Batea, provavelmente uma das melhores marisquerías de Barcelona (sem dúvida, pelo menos, a mais contemporânea), que fica num hotel na esquina da Gran Via com a Rambla Catalunya, um pouco escondida da vista, mas escondendo , por sua vez , uma marisquería contemporânea num local agradável onde se consegue, como em poucos lugares, a combinação entre o que define uma marisquería (servir produto de primeira qualidade quase intacto) e o da alta cozinha (criar pratos que nos façam esquecer os produtos que os compõem para recordarmos a criação final).
O espaço, que foge ao barroco tradicional deste tipo de estabelecimentos, não dá pistas sobre a qualidade das confeções. A prato de marisco é o exemplo: amêijoas em molho verde delicado, navaja com emulsão de codiem, carneiro com molho gilda. O produto quase só com um toque de mestria. As cigalitas com água de Lourdes, saborosas como poucos pratos, também. Tudo no menu dá vontade, e tudo é um pouco efémero, porque aqui trabalham com a pesca do dia (o cozinheiro colado ao telemóvel a falar com o peixeiro) para garantir produtos frescos que permitam adaptar as receitas ao que está disponível. Um ótimo sítio para celebrar à maneira de uma marisquería… fugindo de uma marisquería.
📍Gran Via de les Corts Catalanes, 605, Pl. Baja, Eixample
💸 60 – 80 €
A Casa Xica celebra o seu décimo aniversário sabendo que deixou uma marca indelével na memória dos seus clientes com a sua cozinha de fusão que mistura receitas asiáticas e produtos catalães. Entre os seus pratos mais icónicos está o tártaro, que faz parte do menu de 10 pratos icónicos que o restaurante preparou para celebrar esta década.
O seu bao de dupla fermentação com rabo de boi e o seu ajoblanco de coco e lima com tártaro de camarão lembram-nos porque é que as modas do bao e do ajoblanco começaram, enquanto outros pratos como o garrinet cruixent e o butakimchi, sem serem maus, não nos emocionaram tanto, embora se saiba que a emoção e o gosto variam de pessoa para pessoa.
O restaurante, situado no Poble-Sec, é exatamente isso: uma visita a uma pequena casa com um serviço excelente e uma esplanada que convida a longas noites que, esperamos, durem mais dez anos.
Tres Porquets
Na era das redes sociais, onde qualquer mensagem longa aborrece e onde só há tempo para ler uma breve descrição para destacar um restaurante, é uma pena não poder expressar com clareza o valor de restaurantes como o Tres Porquets, um clássico que há 15 anos se esconde atrás da Gran Via e no final da Rambla del Poblenou, onde esta perde o nome, oferecendo uma comida que torna impossível chegar sem reserva, seja qual for o dia da semana.
Pequenos pratos e tapas como tantos outros em Barcelona, mas com um toque onde o sabor prevalece sobre a sofisticação. O nosso favorito: o bolinho de enguia e puré de tupinambur com maionese de fundo de carne. O umami da enguia, a cremosidade do tupinambur e o umami da maionese de carne, o bolinho gigante e uma fritura fantástica: o resumo de um restaurante que conquista com sabores fortes. Duplo mérito: à tarefa de encontrar sabores contundentes há que acrescentar a busca pelo equilíbrio para não sobrecarregar.
Eles fazem isso com a confiança de quem vive há mais de uma vida no bairro. Marc é filho de Can Pineda (literalmente, esta era do pai e do tio dele), uma adega histórica do Clot, mesmo do outro lado da Gran Via, quase se vêem das respetivas entradas. Assim, não tem medo de revisitar o polvo com parmnetier, que aqui finalmente deixa de ser enfadonho quando é frito, com puré de mandioca e azeite de pimentão. Há muito mais: os guisados caseiros de tripas ou almôndegas, o carpaccio com 15 anos de história… Enfim, vai já a reservar.
📍Rambla del Poblenou, 165, Sant Martí
Casa Güell
A Casa Güell desaparece quando a procuras no Google porque o nome, tão óbvio, leva-nos aos palácios icónicos do centro de Barcelona dedicados aos turistas, enquanto nós, barceloneses, que já estamos fartos deles, procuramos mais casas como esta: restaurantes autênticos de bairros como o Poblenou, com cozinha local cuidada e pensada para os locais. Mais Casas Güell, menos Palaus Güell.
Situado em frente ao Beckett, o Cada Güell também abre todas as suas portas para criar um restaurante que abraça o bairro e se enche de vizinhos que demoraram menos de uma semana a descobrir a sua croqueta de idiazábal e velo ibérico, uma das melhores, se nos perguntares. Todas as combinações do chef Jordi, um cozinheiro experiente, procuram isso mesmo: sabores fortes e intensos. O seu gosto por adicionar ovo ou trufas aos pratos para aumentar a sua cremosidade comprova-o.
Assim, é melhor evitar o tártaro asiático, que pede mais delicadeza, e procurar a deliciosa intensidade das suas interpretações da cozinha catalã e tradicional: ceps com ovos estaladiços, flores de courgette recheadas com mató e romesco, lulas com boletos e ovo estaladiço. Tudo intenso, tudo muito saboroso, tudo muito satisfatório, tudo com uma linha argumental clara.
Para o aperitivo (que é o que atrai muitos a encher este local onde se respira alegria), vermute e enchidos de qualidade (atenção à língua curada) e, de sobremesa, o flan, juntamente com a croquete, a outra estrela da casa. Enfim, tudo bem.
📍Carrer de Castella, 1, Sant Martí
Slow and Low
Há poucas alegrias maiores para um foodie do que sentir que acertou ao achar que um restaurante tinha futuro. Por vaidade, mas também por amor aos restaurantes e à comida, ver desde o início como um projeto nasce e cresce até se tornar uma referência com voz própria é um luxo, e foi isso que nos aconteceu com o Slow and Low, que visitámos há anos, logo no início, e ao qual agora regressámos após a atribuição da sua recente estrela Michelin.
No espaço, uma remodelação que nos leva a olhar para a cozinha aberta à nossa frente. No menu, uma ementa mais extensa (e também mais cara) que permite mais proezas dos chefs e melhores produtos. Cozinha mexicano-espanhola — eclética, como eles dizem; elétrica, para nós — com pratos fantásticos como a água de tomate ao estilo Bloody Mary com mexilhões e tajín (um prato fantástico), ou o bonito com espuma de escabeche, ou a joia: uma caixa de marisco preparada de mil maneiras. Um restaurante que vale a pena visitar para perceber o que é uma estrela Michelin.
📍C/ del Comte Borrell, 119, L’Eixample, 08015 Barcelona
💸Menu curto – 115 €
La Palma de Bellafilla

O Bairro Gótico está a recuperar forças para voltar a ser o que era, o centro gastronómico de uma Barcelona que, em tempos, teve o seu centro físico e simbólico, e por isso mesmo gastronómico, neste bairro. O turismo tirou-lhe esse lugar, mas locais como o La Sosenga há alguns meses e agora o La Palma de Bellafilla, um lugar que é, neste momento, um dos melhores restaurantes de comida catalã de Barcelona.
É assim porque faz muito bem algo que parece muito simples, mas é muito difícil: recuperar o repertório tradicional catalão. Mas não aquele que toda a gente recupera, a combinação de croquete, cap i pota e canelão, mas sim aquele que exige investigação: desde uns cervellets de xai à romana, umas sardinhas com uvas que nos fazem recordar com nostalgia, guisados como o de grão-de-bico com amêijoas ou a sobremesa Pijama, uma sobremesa catalã histórica que une cinco elementos (nata, flan, pêssego, gelado…) e que aqui fazem à mão, um por um, desde o gelado até à neula. Raramente vale a pena visitar um restaurante só por causa de uma sobremesa, mas aqui é assim.
Tudo no menu dá vontade, por isso ir até ao bairro Gòtic para te perderes nas suas ruelas e encontrares o La Palma volta a ser sinónimo de comer bem no centro. Se não houver lugar, podes ir à Bodega La Palma, uma adega vizinha histórica que também cozinha muito bem e que foi responsável por adquirir o espaço onde ficava o mítico Bar del Pla para o transformar na La Palma, da mão de Jordi Parramon, um cozinheiro histórico na Catalunha que é, como já foi dito, história viva da gastronomia no nosso país. Um lugar de luxo.
📍C/ de Bellafila, 5, Ciutat Vella, 08002 Barcelona
💸30-50€
Louro

O Louro é, talvez, a única boa surpresa que as Ramblas de Barcelona ainda reservam para os barceloneses. Os mais velhos da cidade vão lembrar-se que num primeiro andar desta rua, longe do olhar dos transeuntes, fica o Centro Galego, a embaixada que os imigrantes galegos tinham na cidade e que, historicamente, abrigava um bar onde se podia comer bem e barato em plena Rambla. Essa embaixada foi perdendo funções, mas há alguns anos o seu restaurante foi remodelado pelos galegos do Arume (e do Batea, do Cera 23, do Besta…), que deram uma nova vida ao espaço para o transformar no Louro, um restaurante galego novamente fantástico.
O seu encanto é tão simples quanto a sua definição: «restaurante galego em Barcelona». Cozinha tradicional galega, apresentada de forma simples, a preços acessíveis. Marisco de qualidade, algumas caldeiradas, pratos de arroz e as suas especialidades de carne de vaca. Tudo simples, como aquela tosta de sardinha fumada com queijo de Cebreiro (talvez o prato mais bem-sucedido), o polvo (muito bem cozinhado aqui, não podia falhar), as amêijoas à marinheira ou a caldeirada de robalo. Tudo sem falhas, tudo delicioso e tudo, muito importante, com sabor a casa e a amor.
Tudo isto, ainda por cima , num local muito bonito que foi, atenção, a casa de Joan Güell antes de este construir o Palau Güell e que, por isso, se liga ao antigo Palau, ao ponto de, da janela, se ver a parte de trás deste palácio. Uma surpresa de luxo a acrescentar a um restaurante que, confirmamos, é a última grande surpresa de Las Ramblas.
📍Rambla de los Capuchinos, 37, Principal
💸30-50€
Topik

Adelf Morales e Eva Melès há 16 anos que fazem uma fusão catalão-japonesa neste restaurante que sempre funcionou discretamente, como um segredo a voz alta entre quem sabe. Agora, com a cozinha renovada, as suas receitas (que vão desde o tratamento especializado do atum até versões de caracóisde Lleida à gormanda) ganham um novo fôlego, com um espaço muito agradável, uma cozinha de nível e muito pessoal (o restaurante não abre se o Adelf não aparecer) e um tratamento muito cuidadoso do peixe e do marisco.
📍Carrer de València, 199, local 2, Eixample, 08011 Barcelona
💸50-60 €, Menu de degustação, 80-5 €
Absis

Albert Raurich, do Dos Palillos e do Dos Pebrots, leva a sua cozinha catalã elegante para o que deve ser o local com as melhores vistas de Barcelona: o miradouro do MNAC, com vista para todo o Montjuïc e a Plaça Espanya. Aqui é isso que ele faz: cozinha catalã ligeiramente reinterpretada, mas acima de tudo atualizada para a tornar mais leve, melhorá-la, elevá-la…
Daí as azeitonas em escabeche com uvas, o mar i muntanya de frango e vieiras, a coca de beringela com queijo fresco e hortelã ou, menção especial, o suquet de roger com um puré ligado ao caldo do peixe. A cozinha mediterrânica que diz ser, de grande qualidade e a um preço razoável: 60 € o menu de degustação e 35 € o de almoço, para uma excelente refeição catalã com as melhores vistas da cidade.
📍Museu Nacional de Arte da Catalunha
💸30-40 €, Menu de almoço, 35 €; Menu de degustação, 60 €
Fronda Pasaje

📍Carrer dels Banys Vells, 20, Ciutat Vella, 08003 Barcelona
💸50-70€
Maleducat
Raya e enchidos ibéricos. Fonte: David León Himelfarb
Numa cidade como Barcelona, é difícil destacar-se e manter-se com um restaurante. Ainda mais se a tua proposta for aquela que está tão na moda: aquele restaurante de pratos elaborados para partilhar que não chegam a ser «alta cozinha», mas que, sem dúvida, não são cozinha popular e do dia-a-dia. Mas o Maleducat não só conseguiu destacar-se e manter-se, como é, para nós, um dos melhores exemplos da cozinha criativa e acessível da cidade.
Comemoram o seu quinto aniversário com pratos únicos, como o guisado de tendões (mais alguém faz isto em Barcelona?), a sua torrada com tártaro de camarão branco ou um dos melhores pratos principais do ano: um mar e montanha feito de raia com molho de enchidos ibéricos e alho preto que, por si só, já vale a visita para perceberes como este restaurante cozinha e como se cozinha, em geral, com sensibilidade, firmeza, personalidade e enraizamento no território.
Agora têm uma nova proposta, «Às suas ordens, chef», um menu de degustação de 49 € com 3 petiscos, 5 pratos e 2 sobremesas que o chef decide, dependendo do dia, mas que permite intervenções do comensal (nós, por exemplo, insistimos no tendão) e que permite conhecer, de uma só vez e a um bom preço, um dos melhores restaurantes de Barcelona.
📍Carrer de Manso, 54, Eixample, 08015 Barcelona
💸50-70€
Melós

Valência é uma conta gastronómica pendente de Barcelona. A comunidade vizinha é uma delícia e aqui, por vezes, ficamos na sua paella. Temos restaurantes Michelin de comida japonesa ou chinesa, mas até agora não havia um candidato valenciano tão forte à estrela em Barcelona como o Melós, um restaurante que, em apenas dois meses, funciona como se levasse meia vida a fazer aquela alta cozinha valenciana que agora serve no restaurante.
Se algum prato te soa familiar, éporque o Miquel, o seu chef, também é o do Cruix, um dos primeiros restaurantes informais de arroz de Barcelona. Agora abriu o irmão mais velho e sério. Como disse: toalhas brancas e alta cozinha: Guatlla vida o mort, com uma codorniz curada, um caldo frio e profundo que é como um ceviche de caça delicado, e é servido com um consomê feito com os legumes que a própria ave come. Uma reflexão linda, sensível e, o mais importante, de sabor viciante, sobre a vida e o respeito por um animal que come e é comida.
O enchido de coelho para começar, o molho de frango à catalã com cristas… O menu do Melós é como se alguém tivesse espreitado o matagal dos campos valencianos para o preparar em Barcelona. Não há pratos falhados, mas sim equilíbrio, que termina, obviamente, com um arroz, o nosso de camarão e ortiguilla. Absolutamente nota 10.
As sobremesas, mais duas memoráveis: claro, uma cítrica com uma tangerina desconstruída, mas, acima de tudo , um prato genial, a chufa com um mole feito da sua casca e fartons, que é um dos pratos do ano, pela sua técnica, sabor e coerência entre o prato e a história. Como disse, um restaurante com estrela antes da estrela, por isso corre lá.
📍Carrer de Manso, 54, Eixample, 08015 Barcelona
💸Menu Petit Melós (80 €), Melós (100 €), Gran Melés (130 €)
Can Lluís

Se Barcelona fosse uma cidade normal, o Can Lluís nunca teria fechado e já estaria nesta lista há muito tempo, mas como aqui já há algum tempo que a especulação imobiliária é muito mais importante do que a vida dos vizinhos, este restaurante de 1929 teve de fechar em 2021 por culpa de um fundo abutre e teve de esperar até 2026 para reabrir com uma cozinha que, numa estranha exceção, presta homenagem ao que este lugar já foi um dia.
Que prazer descobrir que, neste lugar maravilhoso, a história não é uma desculpa, mas sim um apoio para fazer uma cozinha catalã de livro: saborosa, contundente, honesta, muito rica e, na nossa humilde opinião, sem erros. Os pratos de homenagem, como o bueñuelo de bacalhau, as costelinhas de borrego panadas, o canelão de frango ou os caracóis do Can Lluís, são impecáveis. Podes preferir os caracóis com menos chouriço, o canelão com mais bechamel ou as costelinhas com algum molho, mas isso será um problema pessoal teu: aqui as confeções são impecáveis e o único senão é a memória pessoal que possas ter de outras versões que já provaste, pois, afinal, a cozinha tradicional é também cozinha popular.
Outras adições (sempre clássicas), como o cap i pota, as garotas gratinadas (que alegria, que detalhe encantador no menu) ou as croquetas, também sem nada a apontar, e o mesmo: já terás provado outras, mas estas estão bem feitas. Poucos cardápios conseguem ser clássicos, ao mesmo tempo que de autor e, ao mesmo tempo, uma homenagem a um restaurante que já não é o mesmo, mas que vive no espírito. O único senão é que sejam os novos donos, e não a família Rodríguez, que (geriu o restaurante desde 1929), a ter de o fazer. Mas esse problema não é do novo Can Lluís, mas sim desta nova Barcelona em que vivemos.
Mesa Lobo

Todas as profissões têm códigos internos, palavras secretas que servem para referir realidades exclusivas da profissão, mas também, com o tempo, para se reconhecerem entre colegas. O «ouvido» dos cozinheiros, que usam como o «vale» das pessoas normais, é um deles. «Mesa lobo» é outra, usada entre as equipas de cozinha para avisar que há uma mesa VIP na sala, uma mesa que morde e precisa de ser tratada com cuidado especial. Com essa ideia, a de tratar todas as mesas como lobos, nasce este restaurante que, na verdade, vai um pouco mais além.
O Mesa Lobo é um pequeno restaurante de alta cozinha, algo como um bistrô francês onde o ambiente é descontraído, mas a cozinha e o atendimento são de alto nível. É uma cozinha viajante e pouco encaixotada, mas onde predomina claramente a vontade de fazer algo como alta cozinha acessível, embora sem medo de usar produtos um pouco mais caros e evitar clichés como o steak tartar, por exemplo. Há elementos que se repetem, como o demi-glace do bikini (praticamente imprescindível), os molhos do tamboril (pede sem receio qualquer prato semelhante, o tratamento dado às proteínas é excelente) ou a importância dos vegetais, com pratos verdadeiramente fantásticos. Um restaurante muito sério, muito bonito e altamente recomendável.

















